Sem registros, sem respostas e sem rastros — investigação começa a apertar o cerco
Um possível escândalo envolvendo o desaparecimento de madeira de lei apreendida pelo IBAMA começa a ganhar contornos preocupantes no município de Igarapé do Meio. Documentos oficiais obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação revelam inconsistências graves no controle de cargas florestais que estavam sob responsabilidade da própria prefeitura municipal.
De acordo com registros da Unidade Técnica do IBAMA em Santa Inês, mais de cento e noventa metros cúbicos de madeira — oriundos de diferentes apreensões — foram oficialmente entregues ao município na condição de fiel depositário, ou seja, cabia à gestão local a guarda, conservação e destinação legal do material.
No entanto, uma verificação in loco realizada em março de 2025 apontou um dado alarmante: os volumes descritos nos termos de depósito simplesmente não foram localizados no espaço onde deveriam estar armazenados.
Um dos documentos internos do órgão ambiental aponta que, após a constatação do desaparecimento, houve tentativa de contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A comunicação foi feita inicialmente por aplicativo de mensagens e posteriormente formalizada por e-mail institucional, solicitando informações detalhadas sobre o sumiço da madeira apreendida pelo órgão ambiental:
Apesar da formalização do pedido, não houve resposta até o momento, conforme consta nos autos do processo administrativo.
Fontes ouvidas por nossa reportagem relatam que a madeira desaparecida pode ter sido desviada de forma criminosa e utilizada em propriedades privadas dentro do município. Há indícios de que o material teria sido empregado em construção de cercas rurais, estruturas de telhados e até mesmo fabricação de móveis em fazendas de figuras ligadas a atual gestão municipal.
As suspeitas apontam ainda para o possível envolvimento de pessoas influentes da região, o que pode explicar a dificuldade de obtenção de respostas oficiais e o silêncio institucional observado até agora.
Diante da gravidade dos fatos, o caso deve ser aprofundado por órgãos de controle, como o Ministério Público e Policia Federal, uma vez que compete a PF atuar em ações de órgão federais como é do IBAMA. A ausência de transparência e a falta de prestação de contas reforçam a necessidade de investigação rigorosa.
Esta reportagem seguirá acompanhando o caso e poderá trazer novos desdobramentos, inclusive com identificação de possíveis envolvidos, à medida que novas informações forem confirmadas.
Ate o fechamento desta pauta, não conseguimos contato com a atual gestão e nem mesmo com a Secretaria de Meio Ambiente do municipio.
FONTE: PortalEixoDoPoder.com
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